NADA NOS SEPARA DO AMOR DE DEUS


Música:
Pastor Paulo Cesar Brito -  Quem nos separará?

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8:35-39

Tenho lido esta passagem com freqüência e tenho sido confortado por ela dia após dia. Hoje li este testemunho e decidi publicá-lo pois, assim como falou profundamente ao meu coração, sei que irá ao encontro da necessidade de muitos que precisam ser confortados nesta hora.

Tive o sentimento de escrever sobre a experiência vivida nos últimos sete meses da vida de minha filha e as LIÇÕES obtidas. Se desejarem podem reencaminhar este Relato para outras pessoas: Elissa findou, aos doze anos de idade, a sua jornada entre nós… O que doravante passo a dissertar é fruto do que vivi junto a ela; e o meu objetivo é que tais lições possam de alguma maneira ajudar a outras pessoas…

Em novembro de 2001 a minha filha prestou exame para o Colégio Militar de Salvador, tendo sido aprovada, começou a ter dores de cabeça, na base da nuca; pensamos ser devido ao grande esforço mental nos estudos. Mas no dia 19 de novembro a minha esposa telefonou para o meu trabalho, informando que a menina estava em tempo de enlouquecer de tanta dor, e até água fazia ela vomitar. Encontrei-me com ambas no Hospital Aliança - Salvador /BA - onde viramos a noite, os exames descartaram os diagnósticos de meningite e sinusite. Então às 07:00hs da manhã do dia 20/11/2001, a pedido da Neuro-pediatra, Dra. Mayra, foi encaminhada para Ressonância Magnética; passamos mais de uma hora, pois o exame foi repetido com contraste. Por volta das 09:00hs eu e minha esposa fomos recebidos pelas Assistente Social Diana e Psicóloga Graça, que nos informaram o diagnóstico real: duas massas sólidas estavam pressionando o cerebelo. Em seguida fomos contatados por um Neuro-cirugião (Dr. Carlos Bastos) e uma Oncologista (Dra. Dolores Dórea da Clínica Onco), que nos deram os detalhes. No mesmo dia foi para a UTI, sendo operada pelo Dr. Carlos Bastos no dia seguinte (21/11/2001). O material foi levado para biopsia, sendo constatadas neoplasias malignas (câncer): Medulo Blastoma de Cerebelo. Mas tínhamos esperanças de uma cura, pois a cirurgia foi um sucesso, constatada pela tomografia posterior; e os vários exames mostraram não ter havido metástase.

Embora a cirurgia tenha sido um sucesso, sem nenhuma seqüela, a quimioterapia mais a radioterapia seriam importantes para a completa destruição das células cancerígenas, não vistas, a olho nu, durante a cirurgia. Este tipo de câncer (Medulo Blastoma de Cerebelo) responde bem ao tratamento. No entanto, as células vistam, ao microscópio, possuíam núcleos com formas bizarras… Após cinco meses de quimioterapia, e já ter sido iniciada a radioterapia com o Radioterapeuta do Hospital São Rafael, Dr. Richard Uwe, em abril de 2002 voltaram os sintomas; nova ressonância; outra cirurgia. Foi, então, constatado pelo exame imunohistoquímico, realizado no CICAP - Centro de Imunohistoquímica Citopatologia e Anatomia Patológica - no Estado de São Paulo /Brasil, MEDULOBLASTOMA DESMOPLÁSICO de Cerebelo com Células RABDÓIDES.

No mundo, até hoje, só existem três casos registrados de Meduloblastoma Desmoplásico: http://bvs.sld.cu/revistas/onc/vol11_2_95/onc05295.htm - e Meduloblastoma com células Rabdóides só há registro de uma caso: http://www.conganat.org/icongreso/comunic/com063/titulo.htm - No entanto, não se tem registros de algum Tumor com essas duas características juntas. Tumores Desmoplásicos, por si só, são extremamente agressivos e de tratamento quase que impossível; quanto às Células Rabdóides, ainda que raramente, são mais comuns de ocorrerem no Tumor de Wilms (um tipo de Câncer, que dá nos Rins), mas, simplesmente não existem tratamentos conhecido na atualidade para este tipo de célula. O Tumor Rabdóide é considerado o maior desafio da Oncologia, pois não responde a nenhum tipo de tratamento, e tem o poder de crescimento semelhante a células embrionárias (progressão geométrica: ao quadrado).

Por causa da reincidência, a minha filha foi operada pela 2ª vez em abril. Em seguida deu prosseguimento a Radioterapia. Mas, um mês depois surgiu um 3° tumor (tais sempre voltavam porque, apesar de serem secados pela cirurgia, fato evidenciado por tomografia pós-cirúrgica, a quimioterapia associada à radioterapia não conseguiam quebrar as células rabdóides residuais), sem ter indicação de mais uma cirurgia, pois não adiantaria (apenas aumentaria o seu sofrimento), foi, no entanto, submetida a uma 3ª cirurgia para a instalação de uma válvula de derivação peritonial a fim de promover alívio às dores de cabeça, que associado a analgésicos diminuiria o seu sofrimento, sendo estimado 30 dias de vida, porém só viveu mais 20 dias. Foram 20 dias de dores, pois até mesmo para a instalação da válvula teve que esperar o nível necessário de Plaquetas no Sangue, necessitando de transfusão destas, só conseguiu após o controle da febre alta devido ao edema no cérebro; a febre só foi controlada no 5º dia, recebendo imediatamente transfusão de plaquetas, as quais são responsáveis pela coagulação do sangue, foi operada.

No 10° dia os sinais vitais estavam fracos, e necessitou fazer uma 4ª cirurgia para dissecar uma veia do braço (o ideal seria o catéter central instalado diretamente na veia de acesso ao coração, mas correria o risco de uma hemorragia interna por causa da baixa nas plaquetas; também não poderia receber anestesia geral), sem poder receber anestesia geral, nem mesmo sedativo para dormir, foi ministrado anestesia local, tendo que realizar todo o procedimento cirúrgico com a garota acordada. Mas, para a nossa surpresa, ela voltou sorrindo; nos disse que, quando estava entrando no Centro Cirúrgico ela viu o Senhor Jesus, não viu o rosto, mas sabia que era Jesus; estava com vestes brancas e brilhantes, que Ele conduziu a maca numa nuvem e fazia carinho no rosto dela. Ficamos sabendo que esta não tinha sido a 1ª vez, nem mesmo a última que teve visões de Jesus vindo confortá-la nos momentos de sofrimento. Então percebemos que pouco tempo lhe restava…

Tenho me limitado a falar de forma técnica, mas se se colocarem em meu lugar, e verem durante sete meses sua filha entrando e saindo de hospital, tendo que tomar até mesmo morfina para dor; algumas vezes, no intervalo de 3 horas, vomitar 14 vezes; e tendo cãibras no corpo inteiro pela baixa de potássio e outros eletrólitos; sentido dores de cabeça devido à compressão do tumor diretamente no centro nervoso do corpo: o cérebro; e se pensa que isso é tudo… Tenho que rasgar o coração para escrever. Contudo, muito nos impressionava a paz e alegria que ela passava. Na última semana disse a Deus: “Senhor, não tenho medo, sei que se eu morrer, estarei com Jesus!”. E faleceu às 09:15hs do dia 11 de junho de 2002 (terça-feira).

Elissa partiu para estar com o Senhor, a Quem amou por toda sua vida. A sua mãe sempre lhe contava que já no ventre a havia consagrada; e assim que a pariu reiterou os votos de consagração. Cresceu desenvolvendo um carinho tal, que era impossível não ser cativado por sua alegria. Ela dizia que quando falamos e expressamos Cristo, ganhamos estrelinhas na nossa coroa. Não sei de onde ela tirava essas idéias, mas, mesmo após a sua partida, onde quer que este meu relato sensibilize as pessoas pelo testemunho de vida da minha filha, lhe sejam creditadas muitas estrelinhas na sua coroa… As dores das últimas 48 horas fogem a compreensão da razão humana. O tumor entrou numa fase de extrema violência; com o seu crescimento, na parte do cérebro que ele comprimia com mais força, uma parte do corpo perdia a função (foi tendo falências múltiplas de órgãos). Passei três dias e três noites segurando a sua mãozinha, falando para ela que em breve terminaria o seu sofrimento…

Inicialmente ela perdeu o lado esquerdo de braço e perna, seguido da coordenação do olho esquerdo, passando a ver tudo em dois, deixando-a tonta; a boca já não abria mais… Teve hemorragia estomacal; foi perdendo os rins, intestinos; e por último os pulmões…

A última noite foi terrível. Estivemos, eu e minha esposa, ao lado dela o tempo todo, onde presenciamos três paradas respiratórias durante a madrugada, sendo reanimada pelo Plantão Médico. Uma parada respiratória é algo que causa fortes choques ao ser vista (pensei que eu teria um colapso, pois eu próprio respirava com dificuldades ao ver a minha pequenina sofrendo tanto; a minha esposa gritava: Senhor Jesus, tenha misericórdia): entre outras reações, o que mais impressiona são os fortes espasmos e convulsões; não consigo continuar…

Na última parada respiratória pedi a minha esposa que não mais suplicasse por um milagre (há momentos que devemos estar claros dos desígnios divinos) e clamei a Deus em voz alta, na frente de todos que ali estavam; pedi a Deus que não deixasse a menina partir daquele jeito por ser doloroso demais. Ela entrou em coma e a respiração foi descendo, descendo, chegando a 11% de oxigenação, e o dia já havia raiado.

Dra. Dolores, a Oncologista da menina, chegou cedo e passou a monitorar os seus instantes finais, e ficou impressionada de o coração ainda continuar batendo (normalmente o coração para com 50% de oxigenação). Então ela me perguntou pelos irmãos da menina (meus dois filhos - Valter Neto: fará 17 anos de idade; Felipe: fez 15 anos), e respondi que o meu pai, o avô deles, foi pegá-los na escola. Os meninos ao chegarem beijaram-na, dizendo: “Ó, minha irmãzinha, eu te amo!”, foi de tal espontaneidade…

Lembrei-me que quando a menina entrou em coma um dos médicos nos preveniu que ela mantinha a consciência, para tomarmos cuidado ao falar perto dela. De fato, ao ouvir a voz dos irmãos, lágrimas saíram dos olhos de Elissa. O aparelho já não conseguia mais captar a oxigenação; e a médica ao auscultá-la exclamou: “Algo está afligindo esta menina!”, pois o coração ainda continuava batendo, abaixando e subindo o ritmo. Como por uma inspiração divina, me aproximei, tendo a minha esposa ao meu lado; e, segurando a pequena e gélida mão da menina, falei:

- Elissa, minha filha!” (não sei explicar, mas ela saiu do coma; e me olhou), continuei: Minha pequena, jamais te menti, e esta é a última vez que te falo: Eu cuidarei da tua mãe, amando e respeitando, a tratarei com dignidade todos os dias da minha vida; perdoe-me alguma falta; viverei de tal maneira, que com a Graça de Deus, tornaremos a nos encontrar no milênio. Parta em paz, minha filha; ao te sepultar, estarei sepultando também um velho pai e marido, serei um pai novo para os teus irmãos, e um novo marido para a tua mãe. Vá agora, filhinha, vá para os braços de Jesus, que Ele te aguarda de braços abertos para te receber.

A menina fechou os olhos e expirou… Dra. Dolores pôs o estetoscópio no peito dela e registrou o horário (09:15hs)… Aprendi que o maior presente que um pai pode dar aos seus filhos é amar a mãe deles, e vice-versa. Vi também que não precisou que certas partes do corpo da minha filha estivessem com problemas, simplesmente a mensagem deixou de ser enviada pelo cérebro a estas partes, ficando inúteis. Com isso, percebi que precisamos aprender a usar mais a intuição na diversas decisões da vida.

Com relação aos problemas sangüíneos, vi que estamos numa guerra contínua; e qualquer baixa (leucócitos, hemácias ou plaquetas, dentre muitos componentes) somos acometidos de muitos males. Assim, também precisamos estar sempre orando e vigiando para não termos baixas espirituais, muitas das vezes até irreversíveis.

Quando o corpo da minha filha descia a cova, eu disse às pessoas presentes: “O nome Elissa significa alegria; e até o fim ela dizia ser feliz. E mesmo em face da morte, pensava no bem estar daqueles que tanto amava, mas teria que deixar para traz. Hoje as pessoas, de tanto verem nas novelas, estão se separando, e chamam a isso de incompatibilidade de gênios. Estou enterrando alguém tão jovem, mas tão cheio de maturidade, cujos instantes finais mostrou ser de fato uma vencedora. Não tenho nenhuma revolta contra Deus, apesar de ter cultivado fortes esperanças em relação à cura de Elissa. Se antes eu cria em Deus, hoje creio muito mais, ainda que morta a minha filha; se o amava, agora o amo muito mais. Pois todo esse tempo Ele esteve bem próximo a minha filha. E agora ela estará para sempre junto a Ele.

“… Em novembro de 2001, após a 1ª cirurgia, ao saber que minha filha estava com câncer, olhando-a ali entubada na UTI, em prantos me aproximei de Deus: fechei os olhos, e dobrando os braços, como se a estivesse carregando, a pus no Altar e disse: “Ela é muito mais filha Tua que minha; Senhor, se é o Teu propósito levá-la, eu abro mão de todo o meu apego; só te peço que me dê forças para suportar a saudade e falta que ela me fará”. Deus aceitou a minha oferta; e apesar das muitas opiniões a que fui acometido nestes últimos meses, estou certo de que essa foi a Sua vontade. A minha filha completou a carreira; e eu e minha casa precisamos prosseguir, e completar a nossa também. Mas convictos de que em nós foi iniciada uma boa obra, e aquele que a iniciou é poderoso para completá-la, nos conduzindo a cada momento…

Sobre o grande corte que sofri - estive meditando sobre estes dois versículos da Bíblia: “Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo sanguinário”.(Êxodo 4:25); e: “Ao terceiro dia, quando a dor [da circuncisão] era mais forte…” (Gênesis 34:25) - certamente a dor do corte é muito grande, mas devemos perceber que ao estabelecimento deste corte, segue-se o “Eu Sou o Deus Todo-Poderoso; Anda em Minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1)… Difícil é mensurar a dor que ora paira no meu peito; por outro lado, também não é difícil de perceber o fruto que isso tem gerado em mim. Hoje vejo a vida sob um novo aspecto. Recentemente, olhei nos olhos da minha esposa, e me lembrei de como a menina abraçando-a dizia: “Te amo tanto, mamãe!”, e a beijava… Fui movido de tão leve amor e paz. Tenho aprendido, ainda que, um tanto quanto, com certa moderação, a externar os meus sentimentos de carinho às pessoas que me cercam; creio que isto é o que Deus espera de nós, que sejamos genuínos na expressão da Sua pessoa em nós… Elissa em todo esse tempo jamais murmurou dos sofrimentos; em tudo encontrava motivos para expressar a alegria que tinha de viver; tendo amado a Jesus, O amou até o fim!
Amém !

Erivalter Moreno de Moura - Junho de 2002



dajna hoyos Oscar Luiz vilma



EXERCENDO MEU DIREITO DE EXERCITAR MINHA FÉ


Música: Vem a mim - Arautos do Rei

Tenho sido abençoado e ministrado por Deus através das mensagens encaminhados pelo Grupo Mensagens que Edificam. Na última sexta-feira recebi a mensagem Passeio na Cadeira de Rodas, a qual nos sugere como proceder naqueles momentos quando nos sentimos como se nossas vidas fossem seqüestradas por circunstâncias inesperadas. Atentei-me para os versículo 16 do Salmo 59, destacado na mensagem: Pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis. Estava me sentindo triste. Chorei por alguns momentos e lembrei-me de uma outra mensagem – Data de Validade (20/07/08) – a qual Deus ministrara ao meu coração no decorrer da semana. Nela o autor cita as palavras de alguém que fora desenganado pelos médicos: Toda caixa de leite ou lata de atum tem a sua data de validade. Bem, eu também… o tempo determinado por Deus é o melhor.

Estamos mesmo vivendo os últimos dias: Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? ( Lucas 18:8). Precisamos estar sintonizados com a Palavra, com o Senhor, com os céus. Algumas pessoas, ao mesmo tempo que nos cobram uma posição de fé diante do Senhor, são as mesmas que tentam nos confundir quando tomamos uma posição de fé. Não saio contando pra todo mundo as minhas experiências, pois nem todos aceitam ou mesmo conseguem aceitar ou compreender. Mas quando me perguntam se vou operar, quando vou voltar ao médico, e respondo que tudo está nas mãos de Deus, agem ou me dirigem a palavra como se eu estivesse ficando louco ou negligenciando com a minha própria saúde. Deus conhece a minha vida. Sabe que o plano de saúde tem empurrado com a barriga o meu caso. Mas acima de todas estas coisas está Deus. Ele está no controle de tudo. Se as coisas não andam, não estão acontecendo, se fogem à minha capacidade de dar uma solução, deliberei em o meu coração não me desesperar, não ficar correndo feito louco de um lado para o outro tentando fazer as coisas acontecer. Parei de ficar ligando para o advogado procurando saber o que pode ou não ser feito. Tenho feito a minha parte: pedido a Deus para dar um basta. Tenho telefonado para o plano de saúde a fim de saber se a consulta com o neurocirurgião, que me operou três vezes, já foi agendada. A
resposta é sempre a mesma: Ainda não. O médico só vive viajando ou em encontra-se congressos. A mesma informação é passada pelas atendentes do seu consultório. Aguardo este agendamento há mais de um mês. Só ele poderá avaliar o meu caso, porque nenhum outro médico do plano de saúde quer fazê-lo . Tenho mantido contato com o último médico que me operou e seguido suas orientações. Tenho apresentado ao Senhor a minha causa e esperado nEle. Ele é o Médico dos médicos. E assim vou permanecer.

Quando a dor apertar, quando a dúvida bater, quando tiver vontade de chorar, quando tiver de agir como ser humano que sou, farei isto, pois eu sei o que estou passando. Mas, acima de tudo, eu vou confiar no Senhor, vou esperar nele. O que tiver de acontecer acontecerá independente do que eu possa fazer com as minhas mãos. E com as minhas mãos eu só vou usar para glorificar ao Senhor: para levantá-las em adoração, para pegar a Bíblia e folhear suas páginas, para marcar os textos que o Senhor falar comigo e nada mais.

Estou certo de que Deus vai fazer algo poderoso e tremendo na minha vida. E eu não quero ficar ansioso com isto. Quero aguardar pacientemente no Senhor. Recebi e li, no dia 24 deste, a mensagem Poder da Mansidão, a qual destaca a necessidade de termos paciência. Nela o autor lembra que Moisés teve de aprender a paciência, pois antes de conhecer o poder de Deus achava que poderia resolver as coisas a seu modo, com o poder que tinha nas mãos. Eu e Sonia estamos precisando de um descanso, de um renovo. Andamos mesmo sem paciência. Parece que todos os problemas vêm recair sobre nós. Sentimo-nos, em alguns momentos, como pára-raios. Sempre trazem problemas e nunca solução. Mas ainda assim o Senhor nos tem dado discernimento, forças e sabedoria para agirmos. Acima de tudo, o Senhor tem nos coberto de bênçãos. Glorificado seja o nome do Senhor!

Hoje tivemos uma notícia maravilhosa. Sonia poderá se aposentar na outra matrícula de professora a partir de agosto do ano que vem. A princípio a informação era de que só poderia se aposentar aos 60 anos, teria que trabalhar mais nove anos. Como Deus é tremendo! Apesar das circunstâncias mantenho os meus sonhos, tenho idealizado projetos, sob a direção e promessa do que está escrito em Provérbios 16:1-3: O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.

Em novembro do ano que vem eu e Sonia faremos Bodas de Pérola: 30 anos de casamento. Já agendei o culto e estou tomando as providências para que seja uma bênção para todos nós. Sequer passou pela minha cabeça que Deus me permitisse completar 50 anos, pois minha batalha começou em setembro de 2004.


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Hoje eu estava lembrando das provas e chorei por causa das muitas misericórdias de Deus, em me sustentar, em me dar forças para passar por tudo isso e estar vencendo dia após dia. Nos momentos mais difíceis, nem eu mesmo acreditava que conseguiria vencer, chegar até aqui. Quando uma irmã, a Bebeth, disse: Pastor você vai passar por um vento, daqueles que faz o coqueiro envergar e arrancar as folhas, de ficar só o tronco, mas você vai vencer, eu não tinha a mínima idéia do que eu passaria. Quando lembro daquelas palavras e do sonho que tive, o do tsunami, fico maravilhado pelo fato de que Deus não me deixou sem saber o que eu passaria e ao fim que eu venceria. Eu só quero fazer o que é agradável a Deus, quero cumprir o meu chamado, quero testemunhar o seu poder. Quando poderei fazer isso sem as dores e limitações eu não sei. Por enquanto vou fazendo da maneira que posso, através de e-mails, do blog, por telefone quando alguém precisa de uma palavra. Não me calarei simplesmente porque algumas pessoas estão duvidando ou tentando me convencer do contrário.

Tenho falado para algumas pessoas que o sofrimento na vida do crente não é nada para se desesperar, nem se entristecer. Paulo escreve na II Carta aos Coríntios:Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus. Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória terna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno (4:7-10, 15-18). Não desejo o sofrimento para ninguém, mas posso dizer que como Davi, no Salmo 119:71 Foi bom para mim ter sido castigado em outra versão diz: ter sido afligido , para que aprendesse os teus decretos.

Pedro, um irmão que me leva no seu táxi ao médico de vez em quando, disse-me algumas vezes que não conseguia entender por que Deus deixou o pai dele, um servo de Deus, atuante na obra, morrer de câncer, sofrendo tantas dores e tudo o mais que sofreu. Que também não conseguia entender por que um irmão dele nasceu só para sofrer: passou vinte e tantos anos sobre uma cama até ser recolhido aos céus. Ele nunca desfrutou a vida. Pude dizer para ele que não compreendia, nem podia dar qualquer resposta que o satisfizesse. Todavia, o que eu sinto em meu ser é algo que somente quem está sofrendo pode experimentar: o cuidado especial que Deus tem para com aqueles que sofrem. Era a única coisa que podia dizer para confortá-lo. Disse ainda que eu era testemunha de que a minha prova está de acordo com I Coríntios 10:13 - Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. Deus tem me dado o escape. Aleluias!

Tenho sido confortado pela palavra do Senhor. Deus tem me feito ver que a minha luta não é nada perto do que muitas pessoas têm passado, sobrevivido e estão aí superando os obstáculos. Creio que não foi por acaso que começaram a me chegar com e-mails vídeos como o do Nick Vujicic; o de uma esposa e mãe que não tem os dois braços; e o do brasileiro que também não têm os dois braços e é lavrador.

Nick Vujicic
http://br.youtube.com/watch?v=mLPvGUjLjJY


Veja também esses outros vídeos

Mãe sem Braços 

Superação - Exemplo de vida do lavrador

Eles superaram e eu também tenho recebido forças dos céus para superar minhas dores e limitações também. Tenho somente de glorificar o nome do Senhor porque tenho pernas e braços. Porque ando, me deito, levanto e sento. Eu sou um milagre. Você pode ver ao lado as imagens da minha coluna.

Estou certo de que Paulo sabia o que estava dizendo, pois tudo que escreveu experimentou em sua carne e também no espírito. Creio que, depois de Jesus, Paulo foi um dos que mais sofreu por causa do evangelho. O sofrimento é a forma de Deus nos lapidar. Paulo escreveu coisas maravilhosas, como Romanos 8:18 Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. Jó também sofreu deveras para Deus mostrar a Satanás que ele permaneceria fiel e sincero, mesmo ante as horríveis coisas que o Diabo lhe impôs. Após tudo, Jó pode declarar que passara a conhecer o Senhor face a face, pois antes só o conhecia de nome: Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram (42:5).

Glorifico a Deus por todos aqueles que têm se engajado conosco nesta batalha, em especial minha cunhada que está tão longe geograficamente, porém, perto demais, como quem está na cabeceira do nosso leito, nos assistindo em tudo. O meu viver tem sido como o de Paul Potts, um vendedor de telefone celulares, que participou de um show business. Indagado sobre que fora fazer ali, respondeu a um dos jurados: o meu sonho é viver a vida fazendo o que acredito ter nascido para fazer: cantar ópera. E ele cantou Nessun Dorma, uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. Cantou, venceu; surpreendeu os jurados e fez muitos da platéia chorar.

Também creio que estou fazendo aquilo para o qual nasci: viver. Viver a vida abundante que Jesus prometeu. Viver na presença de Deus e confiando naquele que me deu o dom da vida, o Deus Todo Poderoso, que é capaz de curar os enfermos e ressuscitar os mortos. Viver para aprender a ter fé, para colocá-la em prática. Foi Ele que escreveu a meu e a seu respeito: Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda (Salmo 139:16).

Que o Senhor fortaleça suas mãos também nas batalhas. Não deixe de exercer o seu direito de exercitar a fé, de colocá-la em prática. Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, (I Pedro 3:15). É melhor ser um louco nas mãos de Deus, do que um sábio aos olhos do homem.



Oscar Luiz